Análise competitiva

Neste ponto será apresentada a análise competitiva do mercado da cerveja em Portugal, sendo utilizadas as 5 forças de Porter. Estas são rivalidades entre concorrentes, ameaça de novos concorrentes, ameaça de produtos substitutos, poder negocial dos clientes e poder negocial dos fornecedores.

Relativamente à rivalidade entre concorrentes, na tabela 1 podemos observar os grupos que lideram as vendas no mercado da cerveja.

Tabela 1: Volume em percentagem das empresas

Nota: Retirado de Euromonitor, 2023 

Nos primeiros dois lugares, com valores próximos, encontram-se a Heineken NV e Super Bock Group SGPS SA, com 42.6% e 42.2%, respetivamente.

Quanto às marcas, as que se destacam, com 71,4% de market share, são a Super Bock e a Sagres. De seguida temos a Cristal que pertence ao grupo Super Bock Group SGPS SA, com 2.7% e a Sagres Radler da SCC- Sociedade Central de Cervejas e Bebidas SA, com 1.9%.

Tabela 2: Market share marcas de cerveja em percentagem

Nota: Retirado de Euromonitor, 2023

Em relação à ameaça de novos concorrentes, conseguimos concluir que o mercado por um lado é pouco competitivo uma vez que dois grupos constituem mais de 50% do marketshare do mercado da cerveja (Euromonitor, 2023), por outro lado verificamos uma elevada competição entre a Sagres e a Super Bock (Euromonitor, 2023).

No que toca à ameaça de produtos substitutos, existe uma grande variedade de diferentes bebidas alcoólicas e não alcoólicas no mercado além da cerveja, pelo que já é um mercado consolidado e com grande variedade.

Relativamente ao poder negocial dos clientes, através da tabela 2, podemos observar que os clientes são fiéis uma vez que o market share das duas principais marcas mostra uma evolução constante desde 2018 até 2021.

Para além disso, torna-se percetível que essa fidelidade está distribuída de forma desigual ao longo do país, sendo que a Super Bock apresenta uma maior influência no Norte de Portugal e a marca Sagres no Sul do país (Portugal Vineyards, 2020).

Foi possível também observar que existe um maior consumo por parte do sexo masculino, sendo que a taxa de penetração das cervejas neste grupo foi de 75.4% e 43.1% em pessoas do sexo feminino (Grupo Markest, 2023).

Por último, foi possível retirar que os fornecedores apresentam um forte poder negocial, uma vez que as cervejas são produzidas à base de fermentação de cereais, sendo o principal a cevada maltada, água, lúpulo, açúcares e xaropes, e arroz (Cervejeiros de Portugal, 2018). Assim, segundo a lei da procura e da oferta, caso exista uma procura maior do que a oferta existente, os preços aumentam, influenciando os preços das cervejas (Cervejeiros de Portugal, 2018).

D3 Grupo 9 2022/2023
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